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Guerra do Contestado: o maior conflito armado do país no quintal de Santa Catarina

A Guerra do Contestado (1912-1916), maior conflito armado do país no quintal do território barriga verde, completou seu primeiro século e ainda desperta interesse de pesquisadores e historiadores, principalmente entre aqueles que se negam a resumi-la a uma disputa territorial entre Estados da Região Sul. O Museu do Judiciário Catarinense, inspirado na obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, apresenta até o final do mês de março a exposição "A Máquina, a Terra, a Luta: 100 Anos do Fim da Guerra do Contestado". Com fotos do sueco Claro Gustavo Jansson, cedidas gentilmente por Rosa Maria Tesser, é possível ver a "modernização" provocada pelo trem e seus imbricados conflitos, com sua clara visão de luta de classes. As fotos foram selecionadas justamente na sequência dos temas da exposição – a máquina, a terra e a luta. É disponibilizado ainda um documentário sobre o conflito, exibido em uma sala escura no ambiente do Museu. O servidor e historiador Adelson André Brüggemann, chefe da Divisão de Documentação e Memória do Judiciário, explica a provocação que a equipe do Museu pretende passar aos visitantes. "O que aconteceu lá, há cem anos, que não deveria mais acontecer hoje? Essa exploração de terras, o apagamento de determinados personagens sociais... Quanto a isso, a exposição tem o papel de lembrar essas pessoas e o contexto no qual foram fotografadas. Se nós estivéssemos mais preparados com instituições culturais que incitassem a reflexão sobre o passado na tentativa de compreender o presente, teríamos um futuro alterado", acredita o historiador. A exposição é aberta ao público, de segunda a sexta-feira, das 12 às 19 horas, no hall superior da Torre I do Tribunal de Justiça. Para ampliar a discussão sobre o tema, a Assessoria de Imprensa do TJSC preparou um especial de 100 anos da Guerra do Contestado, que passa a publicar a partir da próxima segunda-feira (20/02), em cinco capítulos. Nele, você conhecerá a história por trás de dois processos do acervo catarinense. Roubos, assassinatos, mortes e explosões da linha férrea figuram nos autos. Veja também a narrativa imagética, em oposição à linguagem escrita de Canudos, composta pelo fotógrafo sueco Claro Gustavo Jansson. E o legado de pobreza e desassistência social que persiste até hoje na Região do Contestado, com baixos índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
17/02/2017 (00:00)
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